domingo, 29 de julho de 2012

EPISÓDIO. 4 ~ "Campus Danger / Perigo do Campus" (Parte I)


* Denver - Colorado



         Mônica Camp anda pela rua à noite, sozinha, indo pra casa. Quando entra numa viela deserta, a luz dos postes começa a piscar, até que apagam completamente. Ela fica com uma expressão amedrontada e começa a andar mais depressa, olhando pros lados.
         A tampa de um bueiro no chão se abre, mas Mônica não percebe. Uma lata de lixo cai atrás dela e ela se vira assustada.
         Quando Mônica se vira novamente pra frente, dá de cara com um homem idoso. Ela dá um grito apavorado.

~* SUPERNATURAL *~

        Sam e Harper estão sentados à mesa da sala, no hotel. Dean e Lindsay estão trancados no quarto de Dean.
Sam (À Harper): Harry, você conseguiu dormir com o (olha pra porta do quarto de Dean) "barulho" de ontem à noite?
Harper (Ri): Não começa, Sam! Apesar que faz quase um mês que eles tão juntos e ainda é como se fosse a primeira vez...
Sam: Só acho engraçado eles terem falado tanto de nós dois, e eles acabam juntos.
Harper (Ri e se levanta): Você tem razão... Bom, vou sair e comprar o jornal.

         Harper sai. Ela vai andando pela rua e vê cartazes com a foto de Mônica Camp, escrito "Desaparecida". Quando chega à banca de jornal, há um cartaz pendurado na entrada.

Jornaleiro: Posso ajudá-la?
Harper (Sorri): Eu queria um jornal de hoje.
Jornaleiro (Dá o jornal): Aqui está.
Harper: Obrigada. (Dá o dinheiro) O senhor conhecia essa moça? (Aponta o cartaz).
Jornaleiro: Mônica? Ah, sim. Ela comprava o jornal todos os dias. Era uma boa garota. Morava naquela rua. (Aponta uma viela).
Harper: Quando foi a última vez que o senhor a viu?
Jornaleiro: Por que tantas perguntas, hein?
Harper (Tira um distintivo falso do bolso e mostra): Detetive Aiden Burn, FBI. Não tô trabalhando agora, mas vou atrás dessa garota. Por favor, responda a pergunta. E me diga o seu nome.
Jornaleiro: Sou Teddy. A última vez que vi a Mônica foi um dia antes de ela desaparecer.
Harper: Onde e que horas?
Teddy: Era quase meia-noite. Eu estava fechando a banca e a vi entrando na rua dela. No dia seguinte, fiquei sabendo que ela sumiu.
Harper: Quem noticiou o sumiço dela?
Teddy: A amiga dela, Sabrina. Elas moram juntas num apartamento naquele prédio.
Harper: Tudo bem, obrigada. (Vira as costas).
Teddy: Foi muito estranho ela ter sumido...
Harper (Se volta pra Teddy): Por que diz isso?
Teddy: Bem, sei que ela não é de sair à noite. Eu a vi entrar na rua dela. E o mais estranho é que aquela rua é sem saída e estava deserta naquela noite. Ela não sumiria sem dar notícias e nem largaria a faculdade.
Harper: Como o senhor pode saber tanto?
Teddy: Ela gostava de conversar comigo. Me contou a vida dela toda.
Harper: Quando foi que ela sumiu?
Teddy: Há uma semana.
Harper: Tá bem, obrigada. (Se vira e sai andando).
Teddy: Olha! (Aponta uma moça do outro lado da rua) É a Sabrina, amiga da Mônica.
Harper (Olha de Teddy pra Sabrina): Obrigada, Teddy. Vou falar com ela.
Teddy: Não tem de que, agente Burn.

         Harper atravessa a rua e para a garota.
Harper: Você é a Sabrina?
Sabrina: Sim. E que é você?
Harper (Mostra o distintivo): Aiden Burn, agente do FBI.
Sabrina: Como eu posso ajudar?
Harper: O que aconteceu com Mônica Camp.
Sabrina: Nós estudamos e moramos juntas, só que ela faz biologia e eu faço direito. Ela sumiu a uma semana, quando voltava pra casa.
Harper: E você não tava com ela?
Sabrina: Eu tinha saído com o meu namorado e quando voltei pra casa na manhã seguinte, ela não tava lá.
Harper: Ela tinha namorado?
Sabrina: Tinha. Freddie Bellini, ele é do segundo ano da faculdade, mas eles tavam meio brigados, então...
Harper: Obrigada, Sabrina. Só mais uma pergunta. Qual o nome da faculdade que vocês estudam?
Sabrina: Abraham Lincoln. Agora tenho que ir trabalhar. Até mais, agente Burn.
Harper: Tchau, Sabrina.

         Harper entra na rua de Mônica e começa a andar de um lado pro outro. Ela paga o celular e liga pro Sam.
Sam: Harry? Cadê você, já tava ficando preocupado.
Harper: Sam, acho que temos um caso aqui.
Sam: Onde você tá?
Harper: Tô na rua... (Olha a placa) Michigan.
Sam: Que que cê tá fazendo aí?
Harper: Uma garota desapareceu de um jeito muito estranho. A rua dela é sem saída e estava deserta na hora que ela sumiu.
Sam: Ela pode ter sido sequestrada.
Harper: Não custa investigar. Essa rua é realmente sinistra. Na verdade, é uma viela.


Sam: Então, por favor, sai logo daí! Vem pra cá e depois a gente investiga junto.
Harper: Eu não tenho medo de... (Dá um grito).
Sam (Desesperado): Harry! Harry!!
Harper (Dá risada): Te peguei! (Ri de novo).
Sam (Ofegante): Por favor, não faz mais isso!
Harper (Rindo): Você não vai se livrar de mim tão fácil, tá? Tô indo praí. (Desliga).

         Harper volta pro hotel e Sam está sozinho na sala.
Harper: Cadê o Dean e a Lynda?
Sam: Adivinha...
Harper (Bate na porta do quarto de Dean): Dean!! Lynda!!  
Lindsay (De dentro): O que você quer, Charlotte!?
Harper: Eu detesto interromper, mas temos trabalho a fazer!
         Uns minutos depois, Dean e Lindsay saem do quarto, já vestidos.
Harper: Até que em fim!
Dean (Esfrega um olho): A gente tava dormindo...
Harper: Claro! Ninguém mandou passarem a noite "acordados".

         Sam só olha e dá risada. Sempre encantado com o jeito que Harper não está nem aí de dizer tudo o que quer e pensa.

Harper: Bom, uma garota desapareceu da rua Michigan, há uma semana...
Dean (Se senta à mesa): E daí? Ela pode estar em qualquer lugar...
Harper: Mas a rua é sem saída e não tinha mais ninguém lá, e o cara da banca de jornal disse que viu ela entrar na rua na noite em que ela sumiu.
Dean: Tá. Vale a pena investigar. Vou dar uma olhada nessa rua. Ela morava lá?
Harper: Aham. Vou com você.
Lindsay: Eu também.
Dean (À Lindsay): Não, você e o Sam pesquisam sobre todos os desaparecimentos suspeitos e tentam achar uma ligação.
Lindsay: Mas por que a Charlotte vai com você?
Dean (Abre a porta): Por que da última vez (Harper sai) a "Charlotte" foi pra biblioteca.

         Dean sai e fecha a porta. Lindsay faz uma cara de indignação. Sam abre o laptop em cima da mesa.
Sam: Bom, o jeito é começar.

         Lindsay puxa a cadeira e se senta ao lado de Sam.

         Dean e Harper chegam à rua, ou melhor, viela Michigan e param à frente de uma porta, num prédio com paredes de tijolos.

Harper: Dean, esqueci de te avisar que eu usei uma identidade falsa do FBI.
Dean: Aí, garota! (Os dois dão um soquinho com as mãos) Tá esperta. Vou pegar uma no carro.

         Dean vai até o carro e pega uma identidade falsa numa caixinha preta, no porta-luvas e volta pra perto de Harper.
Harper: Lembra, sou Aiden Burn.
Dean: Cê usa nomes de personagens do CSI: Nova York?
Harper: De personagens do CSI e de outras séries e filmes... (Ri) E você usa de roqueiros e de personagens também. Qual a objeção? (Ri mais).
Dean: Nenhuma! (Ri também). Bom, sou John Boham.
Harper: Baterista do Led Zeppelin. (Ri).

         Dean bate na porta e uma moça loira abre.
Garota: Oi, posso ajudá-los?

         Dean faz uma cara maliciosa. Harper dá um chute discreto no calcanhar dele.

Dean (Pigarreia, mostrando o distintivo): Sou John Boham e essa é minha colega... (pausa, como quem esquece).
Harper: Aiden Burn.
Dean: Isso. Somos do FBI.
Garota: Sou Sally. Vocês devem querer saber da Mônica...
Dean: Pois é, adivinhou. Podemos entrar?
Sally: Ah, claro. Entrem.
Dean: Obrigado.

         Sally sai da frente da porta e Dean e Harper entram.

Harper: Precisamos ver o apartamento da Mônica.
Sally: Mas a Sabrina ainda mora lá.
Harper: Podemos pedir um mandado pro juiz e tem cem por cento de chance dele dar. Então, seja boazinha e poupe-nos um dia inteiro de trabalho. (Sorri maldosamente).
Sally (Dá uma chave a Harper, meio assustada): Tudo bem, podem subir... Quarto andar, apartamento quarenta e três. Ah, mas o elevador quebrou, então as escadas ficam ali do lado.
Harper: Obrigada.

         Harper e Dean vão subindo as escadas.
Dean: Não precisava ter dado aquele apavoro na menina.
Harper: Estamos disfarçados de FBI. Temos que agir como tal, sermos linha-dura.
Dean: É, você é boa mesmo nisso, hein? (Sorri).
Harper (Séria): É. E eu vi como você ficou "animadinho" quando pôs os seus lindos olhinhos verdes naquela Sally, ouviu, seu canalha? Você tá namorando a minha irmã! (Dá um tapa no braço dele).
Dean (Sorri cinicamente): Me desculpa. É que são anos de prática! (Pausa dramática) Você não vai contar pra ela, vai?
Harper: Vou.

         Dean faz uma cara de decepção.
Harper (Ri e põe a mão no ombro de Dean): Ah, Dean! Achou mesmo que eu vou entregar você?

         Dean para no meio da escada com cara de espanto misturado com felicidade.
Dean: Não vai?
Harper: Claro que não.
        
         Dean abraça Harper pela cintura e a levanta. Ela dá um gritinho.
Dean: Você é a garota mais incrível que eu conheço! (Pausa) Depois da sua irmã...
Harper (Rindo): Dean, me põe no chão! (Dean a põe no chão) Mas é a última vez! Você que não fique dando bola pra qualquer vadia, entendeu?
Dean: Harry, eu amo a sua irmã! E olhar não tira pedaços.
Harper: Dean!
        
         Os dois continuam subindo.
Dean: Duvido que ela não olhe pros caras bonitos do tipo do seu querido Jon Bon Jovi! Claro que eu duvido que ela ache alguém mais bonito do que eu, mas enfim...
Harper (Rindo): Cala a boca, Dean! E só pra constar, meu querido é o Richie Sambora!
Dean: O verdadeiro ou o Sam?
Harper: Ahn?!!
Dean: O Sam... Richie Sambora... A identidade falsa... Sacou?
Harper: Como eu disse, cala essa boca, tá, Dean?

         Dean sorri sozinho, pensando no quanto Sam e Harper gostam um do outro e não admitem. Os dois chegam ao apartamento de Mônica. Dean abre a porta e eles entram.

Harper: Dean, o que a gente tá procurando afinal?
Dean: Eu não sei. Qualquer indício de que alguma coisa "normal" possa tê-la levado. Ex- namorado... Enfim. Entendeu, né?
Harper: Ahã.

         Os dois começam a olhar o apartamento. Dean liga o laptop que está em cima da mesa.
Algum tempo depois...
Harper: Teve sorte?
Dean: Olhei os e-mails dela. Nenhuma ameaça... Nada...
Harper: Pois é. Eu também não achei nada suspeito.
Dean: Vai ver estamos olhando no lugar errado...
Harper: Vamos voltar pro hotel e ver se o Sam e a Linn deram mais sorte.

         Dean e Harper voltam pro hotel e entram no quarto. Harper se senta ao lado de Sam. Dean vai atrás da cadeira de Lindsay e a abraça pelo pescoço.

Harper: E aí, descobriram alguma coisa?
Sam: Bom, investigamos todos os desaparecimentos sem solução da cidade e identificamos um padrão.

         Dean se senta ao lado de Lindsay.
Dean: E então?
Lindsay (Dá duas folhas à Dean): Identificamos dezesseis desaparecimentos nos últimos dez anos com quatro coisas em comum.
Sam: Todas mulheres, meio ruivas, com menos de vinte três anos e a melhor de todas as pistas: Estudavam na faculdade Abraham Lincoln.
Dean: Quer dizer que a faculdade tem alguma coisa à ver com as vítimas?
Sam: A faculdade, ou alguém ou alguma coisa nela.
Dean: Mas como vamos fazer pra investigar uma faculdade sem levantar suspeitas?
Harper (Se levanta): Tenho uma ideia. Vejam os perfis. Garotas, ruivas, com vinte três anos. Só falta estudar na Abraham Lincoln.
Sam: Que que cê quer dizer?
Harper: Quero dizer que estão praticamente ME descrevendo. (Empolgada) É só me matricular no campus e...
Lindsay: Charlotte, pode parar!
Harper: Que foi!?
Sam: Você tá querendo ser isca?
Harper: Na verdade... Sim.
Lindsay: De jeito nenhum!
Sam: Para pra pensar, Harry! É perigoso!
Harper: Mas...
Lindsay: Não, Charlotte! Não vamos deixar você ser uma isca viva pra alguma coisa sobrenatural! Dean, fala pra ela!
Dean: Na verdade... Acho que a Harry tem razão.
Lindsay e Sam (Juntos): O que?! (Encaram Dean, espantados).

         Harper sorri.
Dean (Se levanta): É o único jeito de descobrir o que tá sequestrando as garotas.
Sam: Você enlouqueceu?!
Harper: Tem um plano melhor?
Sam: Não, mas podemos pensar algum outro jeito de resolver esse caso sem você correr esse risco!

         Depois do lance da princesa e do videogame assassino, Sam não pode nem pensar em perder Harper de novo.

Lindsay: Dean! Você não pode ter falado sério em concordar com esse plano absurdo!
Dean (Olhando pra Harper): Claro que falei sério. Afinal, que outro plano nós temos? (Pisca um olho pra Harper, que sorri mais inda).
Lindsay: Dean!! Você concorda em deixar a Harper ser sequestrada!?
Dean: Ser sequestrada não, amor. A gente fica de olho nela e ela aproveita pra investigar o campus. Se vocês quiseram, aliás, eu VOU levar e buscar a Harry todo dia na faculdade.
Harper (Anda até Dean e o abraça): Valeu, Dean.

         Sam e Lindsay se entreolham indignados.

Lindsay: Tá bem! Mas eu vou me matricular junto com você!
Sam: Boa ideia, Linn. Assim ela não vai sozinha.
Harper: Beleza (Ela e Dean se separam) Vamos até o Abraham Lincoln.

         Harper abre a porta e sai. Dean vai atrás dela. Sam e Lindsay se entreolham novamente e saem também.

Continua...

domingo, 15 de julho de 2012

EPISÓDIO. 3 ~ "Death Crazy / Death Crazy" (Parte IV)

            Eles entram no corredor da direita e percebem que estão em um labirinto.

Ashley: Harry, tem certeza que é essa a entrada certa? Aqui parece tão...
Max: Sinistro.
Harper: Só vamos saber se continuarmos, mas quem me disse pra vir por aqui, nunca ia querer me foder... Desculpa, Ashley.
Ashley: Tá tudo bem. Minha mãe fala palavrão o tempo todo...
Max: Então vamos.

         Eles seguem em frente e começam a se deparar com várias curvas. De repente, eles chegam à um beco sem saída.
Max: Vamos ter que voltar...

         Eles se viram pra voltar, mas o chão se abre sob seus pés e eles caem em um túnel com iluminação média. À medida que os três vão andando, a iluminação vai aumentando e o túnel ficando maior. Há vários insetos, teias de aranha nas paredes e esqueletos suspensos no teto, com cordas no pescoço. Aparece um homem pálido, com os olhos pretos à frente deles. Harper atira uma flecha em seu peito, ele cai e desaparece.

Ashley: O que era aquilo?!
Harper: Devia ser um zumbi. E deve ter mais. Fiquem de olhos abertos...

         A luz se apaga e fica um breu completo. Quando a luz se acende outra vez, há vários zumbis ao redor deles.

Harper: Corram!

         Os três saem correndo e encontram uma saída. Antes de saírem, um zumbi aparece à frente deles, impedindo a passagem. Harper não tem tempo de preparar o arco, então enfia a flecha diretamente no peito dele, com a mão. Eles saem e a passagem se fecha, prendendo os outros zumbis pra dentro do túnel. Eles estão novamente em frente às duas passagens e dessa vez pegam a esquerda. Encontram um caminho reto e depois duas curvas, uma pra direita e a outra pra esquerda. E, de novo, ficam na dúvida de para qual lado ir.

Ashley: Minha mãe mandou eu escolher esse daqui, mas como eu sou...
Harper: Não, Ash. Eu já sei... Talvez o Sam estivesse falando dessa entrada, não da primeira, por isso era o caminho errado...
Max: Quem? De quem cê tá falando?
Harper: Deixa pra lá. Vamos.
         Harper vai andando pelo caminho da direita. Ashley e Max não acompanham.

Harper: Vamos!
Max: Harry, não. Dá última vez, te ouvimos e quase nos ferramos. Pode ir, se quiser. Mas Ash e eu vamos pelo outro lado.
Harper: Mas a gente não pode se separar! Dessa vez eu tenho certeza que eu tô certa...
Ashley: Não vamos com você.
Harper: Tá bem. Façam como quiserem... Boa sorte.

         Harper vai pela direita e Max e Ashley, pela esquerda.

         Max e Ashley encontram uma menina de vestido branco, sentada não chão com os joelhos dobrados e os braços sobre as pernas, a cabeça abaixada, com o cabelo cobrindo seu rosto. Ela aparenta ter uns dezesseis anos.

Ashley: Oi...

Do lado de fora...

Dean: Temos que descobrir quem são esses fantasmas que estão aparecendo no jogo, e rápido.
Lindsay: Isso se forem mesmo fantasmas e não personagens do jogo...
Sam (Olha uns papéis): Li uns arquivos da empresa do Henry. Aqui consta que o Paul pediu uma licença três meses antes de sua morte por causa de um óbito na família.
Dean: Quem morreu?
Sam: Lily Scalla, a filha dele de dezesseis anos.
Dean: Então a gente encontra o corpo e queima também...
Sam: Seria fácil se não fosse o simples fato de que ela morreu num incêndio e o que sobrou dela foi cremado.
Lindsay: Tô começando a entender o por que desse Paul Scalla ser tão revoltado...
Sam: E o que que a gente faz agora?
Dean: Sentamos e torcemos pra acabar tudo bem.

Dentro do jogo...

         Lily se levanta rapidamente e fica parada à frente de Max e Ashley. Em seus olhos aparece o reflexo de um incêndio.

Lily: Ótima escolha do caminho.
         Ela desaparece e aparece do outro lado do labirinto, à frente de Harper.

Lily: Oi, Harper.
        
         Harper é lançada para longe e cai violentamente no chão.

Harper: Aaaaiii....

Do lado de fora...
Sam: Eu tenho que entrar lá!
Dean: Só que não tem como, agora que queimamos o Paul...

         Sam, Dean e Harper olham apreensivos pra tela do laptop.

Dentro do jogo...

Harper (Caída no chão): Por que cê tá fazendo isso?
Lily: Meu pai... Ele era um homem bom. Só queria se vingar do Henry, nada mais justo depois do que fizeram com ele... Por que, Harper? Por que você tinha que estragar tudo?
Harper: Me desculpe, mas eu não podia deixar seu pai matar pessoas inocentes só por que o Henry não quis ser sócio dele!
Lily: Você não sabe de nada! Acha que foi só isso?
Aquele desgraçado do Henry Spell matou o meu pai!
Harper: Matar outras pessoas não vai trazê-lo de volta!
Lily: Vai trazer vingança. E o Henry merece. E sabe o que eu vou fazer agora? Vou pro aeroporto onde o Henry deve estar desembarcando da Austrália. Mas antes... Eu vou cuidar de você!

         Lily vai pra cima de Harper, mas um escudo magnético envolve Harper, impedindo que Lily a toque e ela some. Harper olha pra trás e vê Max e Ashley.

Max: Viemos te ajudar, Harry.
Harper: Obrigada. Agora eu tenho que falar com o Sam. (Ela olha o palmtop) Ai, não. A bateria tá fraca...
Max: Por que é tão importante você falar com o Sam?
Harper: Por que aquela garota que tava aqui, tá indo pro aeroporto pra matar o seu pai!
Max (Desesperado): O que??!! Temos que fazer alguma coisa!!!
Ashley: Toma, Harry. Pega o meu.

         Ashley dá o palmtop à Harper e ela liga pro Sam.
Sam: Tá tudo bem, Harry?
Harper (Agitada): Sam, vocês viram o espírito da filha do Paul Scalla?
Sam: Sim, vimos daqui.
Harper: Ela disse que tá indo pro aeroporto matar o Henry que tá voltando da Austrália! Vão pra lá e impeçam ela, rápido!! (Desliga).
Dean: Droga! Sam, você fica aqui e qualquer coisa liga! Vem comigo, Linn?
Lindsay: Vamos.

         Dean e Lindsay saem e Sam continua sentado em frente ao laptop, olhando pra tela.

Dentro do jogo...

Harper: Max, relaxa. Eles vão conseguir salvar o seu pai. Agora vamos sair daqui.
Max: Tomara que tenha razão. Vamos...

         Eles saem correndo pelo labirinto.

Do lado de fora...

         Dean e Lindsay chegam ao aeroporto, estacionam e saem do carro. Os dois entram correndo e vão até o saguão de desembarque. Eles olham o painel dos vôos e leem:
"Sidney, AUS. -- Michigan, USA - 7:20 p.m."

         Dean olha no relógio de pulso: 7:15.

Dean: Linn, fica aqui e espera o Henry. Eu vou atrás da Lily.
Lindsay: Tá.
         Dean sai procurando a Lily. Lindsay vê Henry entrar pela porta de desembarque e corre até ele.

Lindsay: Senhor Spell! Oi, desculpe, mas o senhor tem que vir comigo!
Henry: Como assim? Quem é você?
Lindsay: Sou quem vai salvar a sua vida. Vem comigo!

         Henry seque Lindsay sem entender nada. Eles vão pro estacionamento e ficam parados em frente ao carro de Dean. Ela tira uma arma do bolso. Henry dá uns passos pra longe dela ao ver a arma.

Henry: Quem é o você? O que quer de mim?!

         Lindsay olha pro lado e vê Dean vindo em sua direção.

Lindsay: Dean, e a Lily!?
Dean: Nada. Vambora! (À Henry): E você, sem perguntas! Entra aí!

         Os três entram no Impala. Quando Dean dá a partida, Lily aparece na frente do carro. Eles saem outra vez.

Henry: Lily?!
Lily (Indo em direção à Henry): Seu desgraçado!

         Dean segura Lily pelos braços. O celular de Lindsay toca.
        
Lindsay: Sam?
Sam: Linn, a Lily acha que o Henry matou o pai dela, mas eu consegui acessar o computador dele e achei uma carta que ele escreveu, dizendo que ele não aguentou a morte da filha e se suicidou.
Lindsay: Valeu, Sam. (Desliga) Lily, para! O Henry não matou o seu pai! Ele se matou por causa da sua morte! Deixa ele!
Lily: Não pode ser... (Ela dá uns passos pra trás e some).
Henry: O que foi isso?
Dean: A gente te explica no caminho. Vamos encontrar o seu filho.

         Eles entram no carro e voltam pro hotel.

Dentro do jogo...

         Harper, Ashley e Max encontram a saída do labirinto. Ashley aparece em sua própria casa, Max em seu apartamento e Harper aparece desmaiada no hotel. Sam ajoelha ao lado dela ao mesmo tempo que Dean e Lindsay entram.

Dean e Lindsay (Juntos): Harry...
Harper (Abre os olhos): Pessoal... Tô tão feliz em ver vocês...
Lindsay: Nós também, irmãzinha. (A abraça).
Sam: E o Henry?
Dean: Levamos ele em casa antes de vir pra cá.
Harper: Tô muito cansada... Vou dormir um pouco... Mas, Sam. Deixa eu perguntar, por que você me mandou ir pela direita? Só me ferrei ouvindo você...
Sam: Mas eu não disse!
Harper: Disse sim! Você e o Dean entraram lá.
Sam: O Dean, na verdade, era um fantasma, ou um andróide, sei lá... Mas eu não estive lá...
Harper: Mas se você não tava lá, por que ele teria me ajudado?
Sam: Talvez, Harry, ele fez isso pra você pensar que eu queria te ferrar...
Harper: É, pode ser... Vou pro meu quarto.

         Harper se levanta e entra no quarto. Dean sorri pra Sam, e ele entende aquele sorriso malicioso do irmão. Tá claro que quem a Harper beijou no jogo foi o Sam e não Dean.
         Apesar de desejar com todas as forças que Harper o tivesse beijado pessoalmente, ele se sentia feliz pelo fato de que ela teve a intenção de beijá-lo mesmo.

Dean: Você ganhou o dia hoje, hein, irmãozinho?
Sam (Rindo): Cala a boca. Acho que também vou dormir um pouco, passei a noite em claro...
Lindsay: Vai lá.

         Sam entra no outro quarto e fecha a porta. Dean e Lindsay se entreolham.

Lindsay: Você... Foi muito corajoso hoje...
Dean: Não mais do que o normal... (Ri) Você também foi. E ficou feliz, não é? Com o que a Harry disse?
         Lindsay faz cara de desentendida.

Dean: Ela beijou o Sam, e não eu.
Lindsay: E eu com isso?
Dean (Vai até o ouvido de Lindsay): Não sei, mas adoraria descobrir...
Lindsay (Vai pra trás): Ah, Dean! Você não tá insinuando que eu... (Pausa) Me poupe!
Dean: Ah, Linn... Vai me dizer que você não sentiu nada quando me beijou?
Lindsay: Não! Eu já disse que foi só pra agradecer por você ter salvo a vida da Harry! E outra, eu não sou o tipo de mulher com que você tá acostumado! Se eu me relaciono com alguém, não é pra no outro dia o cara nem lembrar o meu nome!
Dean (Se aproximando): Eu sei que não. E quem disse que eu quero isso?
Lindsay: Não precisa dizer. A sua cara de conquistador barato já entrega que você só quer mais uma na sua lista! A Charlotte foi ingênua pra cair nesse seu papinho, mas eu...
Dean (Põe as mãos na cintura de Lindsay): Você não vai ser "apenas mais uma".
Lindsay (Se solta): É claro que não! Por que eu nunca vou ter nada com você!

         Dean a agarra novamente e a beija. Ela tenta se soltar, mas acaba retribuindo o beijo. Eles se separam.
Lindsay: Eu não posso. Eu prometi pra mim mesma que...
Dean (Põe o dedo indicador em frente a boca dela): Você é a garota mais incrível que eu já conheci e não vai ser só mais...

         Lindsay o beija, interrompendo o fim da frase. Enquanto toca a música "If That's What It Takes", by Bon Jovi.


" I played the part of a broken heart upon a shelf
I played that part so lonely and so well
Thought the love belonged to someone else,
Not me and you
Yeah, I know that you've been shattered,
You've been bruised
And we both know what it feels like when you lose
But I'd bet my life on the roll of the dice for you

If that's what it takes, that's what I do
Tonight is the night, I'm gonna prove it to you
Do I have to break down?
Baby, just to break through
If that's what it takes, that's what I do
If that's what it takes..."


         Eles vão andando em direção ao terceiro quarto, enquanto se beijam. Lindsay tira o casaco de Dean e ele tira a blusa dela. Ela o joga na cama e deita por cima dele, beijando seu pescoço. Dean fica em cima de Lindsay e tira a própria camiseta. Ele desabotoa a calça jeans dela.

Algum tempo depois, eles estão se beijando em baixo de um lençol branco, abraçados. Suados e ofegantes.
Lindsay: E agora? O que vai acontecer com a gente?
Dean: Agora, eu sinto que eu tô mudado...



FIM

segunda-feira, 2 de julho de 2012

EPISÓDIO. 3 ~ "Death Crazy / Death Crazy" (Parte III)

      Harper e Ashley seguram os braços de Max, uma de cada lado. Ele pega seu palmtop e seleciona a opção "campo magnético". Um escudo protetor os envolve e eles atravessam a proteção. A escudo ao redor deles some e eles se separam.
         Max aperta o botão e aparece uma tela sobre a mesa. 

Max: E mais essa agora...
Harper: O que é isso?
Max: Não é "só" apertar um botão e passar de fase. Aqui diz que temos que responder uma pergunta...
Ashley: Qual a pergunta?
Max: "Qual de vocês quer morrer agora?"
Harper e Ashley (Juntas): O que?!

         O palmtop de Harper toca e ela atende.

Sam: Harry.
Harper: Sam, ajuda aqui.
Sam: É uma cilada.
Harper (Irônica): Não me diga!
Sam: Esse Paul Scalla gosta de jogar com o psicológico das pessoas.
Harper: Tá. Agora a parte que eu não sei.
Sam: Ele quer que um de vocês se entregue, mas se a resposta de vocês for "Ninguém", vocês passam.
Harper: E como é que cê sabe?
Sam: Pesquisei uns sites que têm informações de quem já zerou o jogo.
Harper: O jogo foi lançado semana passada! Como alguém já pode ter zerado?
Sam: Nerds! (Ri).
Harper (Sorri): Valeu, Sam. Você é demais....
Sam: Imagina...
Harper: Até mais...
Sam: Tchau.

         Harper desliga e guarda o palmtop no bolso.
Harper: Max, você ouviu, né?
        
         Max digita "ninguém" no teclado da mesa e aperta o botão para confirmar. A plataforma sobe e eles passam de fase.

         Na tela do laptop, onde Sam, Dean e Lindsay estão assistindo aparece a frase: "Nível 3 - Fantasmas".

         Harper, Ashley e Max vão parar em uma casa mal-assombrada. Com uma árvore seca na frente e as janelas quebradas.

Ashley (Olhando pra casa): Vamos ter que entrar aí?
Harper: Infelizmente... Acho que é o único jeito de passar de fase.
Ashley: Então vamos logo.

         Eles empurram a porta, cuja maçaneta velha cai e a porta podre se abre com um rangido.
Max: Queria ter uma lanterna...

         Uma luz de lanterna os atinge nos olhos e eles colocam a mão em frente ao rosto.
Harper: Quem tá aí?
Pessoa: Harry, sou eu!
Harper: Dean? Como você entrou aqui? Cadê o Sam... E a Linn?
Dean: Eu coloquei os óculos e o capacete, como você. O Sam e a Lynda ficaram.

Do lado de fora...
Dean (Grita com o laptop): Harry, sai daí!! Esse não sou eu, eu tô aqui!

         Sam tenta ligar pra Harper, mas não consegue. Lindsay acorda com os gritos de Dean.
Lindsay: O que foi? (Se levanta do sofá e olha a tela) Ah, meu Deus. Sam, avisa ela!
Sam: Já tentei, mas não dá!
Lindsay: O que será que é isso?
Dean: Sei lá. Deve ser um espírito amiguinho do Paul, ou um truque do jogo.

Dentro do jogo...

Harper: Dean, é bom que esteja aqui, mas o que veio fazer aqui?
Dean: Salvar você. Aliás, vocês.
Harper: Vamos olhar a casa e tentar descobrir como passar de fase.
Dean: Max, Ashley, fiquem perto.

         Eles vão andando pela casa e Dean vai iluminando com a lanterna.

Do lado de fora...
Sam (Aflito): Já chega... Ela não pode ficar junto com esse... Esse... Sei lá, esse falso Dean!
Lindsay: Como eles vão acabar com aquilo?
Sam: Se eu pudesse trocar de lugar com ela... É isso!

         Sam pega o capacete e os óculos 3D.

Dean: Sam, tudo bem que você gosta pra caramba da Harry, mas entrar lá não é a melhor solução.
Sam: Dean, não tente me impedir!
Dean: É, mas você se esquece que queimamos o Paul. Você não vai mais conseguir entrar lá sem ele!
Sam: Droga... Tem razão!

         Dean tem razão. Sam se sente tão impotente sobre aquela situação. Harper  abriu mão de parte da sua própria vida pela Ashley, uma garotinha que conheceu à algumas horas, e Sam está disposto a fazer o mesmo por ela se for necessário. A coragem de Harper e seu empenho em salvar vidas, só fazem com que Sam a admire mais ainda e o faz começar a admitir pra si mesmo que está realmente se apaixonando por ela.

Dentro do jogo...

Dean: Parece que não tem nada aqui.
Ashley: E como passamos de fase?
Harper (Olha pela janela): Tem uma floresta enorme lá fora. Talvez a gente deva entrar nela.
Max: Acho que a Harry tem razão.
Dean: Vamos.

         Dean abre a porta, eles saem da casa e se embrenham na floresta. Vão andando e ouvem um som de passos. Eles param de andar e olham em volta.
Ashley: O que foi isso?

         Harper põe o indicador em frente aos lábios, pedindo silêncio. Eles olham pra trás e veem um homem com uma marca de tiro no meio da testa, seus olhos e nariz sangram, eles segura suas tripas que saem de um buraco em sua barriga com uma mão e traz um machado na outra mão. Max segura a mão de Ashley e sai correndo, puxando ela.

Dean: Corre, Harry! Sai daqui! Eu cuido dele!
Harper: Não sem você!
Dean (Se afasta do fantasma): Então vamos logo!

         Os dois saem correndo. Harper tropeça num galho e cai. Dean para e volta, Harper se levanta sozinha e, quando eles vão voltar a correr, o fantasma está à frente deles.
         Dean tira uma arma detrás da calça e atira no fantasma, que desaparece.

Harper: Valeu, Dean.
Dean: Não foi nada.

         Harper vai andando à frente de Dean. Quando ela olha pra trás, Dean não está mais lá. Ao invés disso, ela vê Sam.

Harper: Sam? É você mesmo?
Sam: Sou, sou eu, Harry. Eu tava preocupado com você e...

         Sam é interrompido, por que Harper o beija. Ela se afasta e ele sorri.

Sam: Toma cuidado, Harry. E não se esqueça, escolha a entrada da direita.

         Sam some e Harper fica sem entender.

         Do lado de fora, na tela do laptop, Sam, Dean a Lindsay veem Harper beijando Dean, ao invés de Sam.

Sam (Com raiva): Belo agradecimento...

         Sam se levanta, entra no quarto e bate a porta. Lindsay fica olhando indignada pra tela do laptop.


         Dean entra no quarto e vê Sam sentado na cama, encostado na cabeceira, muito triste e pensativo, mas sem chorar.

Dean: Sam, não fica assim, cara. Sabe que nada daquilo é real.
Sam: Pra você é fácil falar. Mas a Harry não sabe que não é real!
Dean: Então tá mesmo apaixonado por ela...
Sam: Já sei que, de você, eu não vou conseguir esconder, não é?
Dean: Mas é isso que o Paul quer. Te irritar e ele tá conseguindo!
Sam: Pode até ser, mas você viu que a Harry QUIS te beijar (Irônico) Ou será que o Paul era tão poderoso que podia mexer até com a mente das pessoas? Ah, esqueci, só que ele não está mais aqui!
Dean: Bom...
Sam: Sempre que eu encontro uma garota, acontece alguma coisa pra separar a gente... Agora, a Harry...
Dean: E se ela não beijou o falso eu?
Sam: Dean, você viu que ela beijou.
Dean: Tá, mas esquece isso agora, pelo menos até a Harry, o Max e a Ashley saírem de lá.
Sam: Cê tá certo...

         Os dois saem do quarto e voltam à olhar pro laptop.

Dentro do jogo...

         Harper, Ashley e Max encontram um corredor escuro e sombrio com três portas marrons e uma branca no final. Eles vão direto pra porta branca e veem que está trancada.
Harper: A chave deve estar em uma das outras portas...

         Cada um abre uma porta e entra. Onde Ashley entra, há uma cômoda com várias gavetas e ela começa a procurar.
         Na porta em que Max entra, é uma espécie de laboratório de ciências, com vários tubos de ensaio com líquidos de diversas cores. E animais, como cobras, aranhas, escorpiões, etc. em vidros com formol.
         A porta de Harper é um quarto de hospital, onde há vários doentes deitados em camas, alguns em coma. De repente, ela vê sua própria mãe em uma das camas e corre até ela.
Harper: Mamãe? Mãe, o que você tá fazendo aqui?
Giovana (Com a voz fraca): Aqui está, minha querida. O que você procura... (Entrega a chave à ela). Só tome cuidado com ele...
Harper: Ele quem, mãe?
Giovana: Ele!

         Giovana aponta alguém atrás de Harper. Ela se vira e vê o mesmo fantasma da floresta. Ela olha em volta e vê um saleiro em cima do criado-mudo, ao lado da cama de sua mãe. Harper joga o sal todo no fantasma, que desaparece. Ela corre pra fora e bate nas portas de Ashley e Max.
Harper: Ash! Max! Andem depressa! Eu consegui a chave!!

         Os dois saem das respectivas salas. Quando eles vão abrir a porta branca, o fantasma reaparece. Max vai em sua direção e ele o bate contra parede. Harper destranca a porta e Ashley entra. Harper entra no laboratório e acha mais sal. Ela sai no corredor e joga o sal no fantasma, que desaparece novamente. Harper e Max entram na porta branca, passando pro nível quatro.

         Na tela do laptop de Sam aparece a frase: Nível 4 - Labirinto

         Eles vão parar entre dois muros extremamente altos e a porta desaparece atrás deles. O caminho é dividido em dois à frente deles.
Max: E agora? Pra que lado a gente vai?
Harper: Pro direito.
Ashley: Como pode ter tanta certeza?
Harper: Recebi uma pista... Agora vamos!
        
         Eles entram no corredor da direita e percebem que estão em um labirinto.


Ashley: Harry, tem certeza que é essa a entrada certa? Aqui parece tão...
Max: Sinistro.
Harper: Só vamos saber se continuarmos, mas quem me disse pra vir por aqui, nunca ia querer me foder... Desculpa, Ashley.
Ashley: Tá tudo bem. Minha mãe fala palavrão o tempo todo...
Max: Então vamos.

         Eles seguem em frente e começam a se deparar com várias curvas. De repente, eles chegam à um beco sem saída.

Continua...