A múmia de Otto
Misthen aparece. Ele ergue o braço e Dean é arremessado, batendo na parede.
Otto encosta no rosto de Lindsay, e ela desmaia. Ele a arrasta escada à baixo,
até uma sala pequena, sem portas e janelas e vazia. Dean corre atrás deles.
Otto atravessa uma parede e Dean começa a bater nos tijolos, chamando por
Lindsay.
Sam e Harper ouvem os gritos.
Harper: O que é
isso?!
Sam: Parece o
Dean!
Os dois correm até a sessão de múmias.
Harper: As
escadas!
Eles descem e encontram Dean na sala
vazia.
Harper: Dean, que
que foi?!
Sam: Cadê a Linn?
Dean: Foi a
múmia. Ele atravessou a parede com ela! Como a gente vai saber pra onde eles
foram?!
Harper: Eu olhei
o mapa do museu, na entrada. As escadas que dão no porão ficam do outro lado.
Acho que na sessão de paleontologia...
Sam: Só não entendi
o por que dessa sala sem nada.
Dean: Não
importa. Vamos logo!
Lindsay acorda com os pés e as mão
amarrados à uma maca.
Lindsay: Dean?
Dean!! Dean!!!
Otto Misthen aparece à sua frente. Seus
olhos são completamente verdes e brilhantes e sua voz é bastante grave.
Otto: Pode
gritar, que ninguém vai te ouvir aqui.
Lindsay: Por que
eu? Pensei que suas vítimas fossem selecionadas.
Otto desaparece. Lindsay olha pro lado
e vê uma moça desmaiada, amarrada do mesmo jeito. Ela acorda assustada.
Mulher: Onde eu
tô?!
Lindsay: Ei, quem
é você?
Mulher: Sarah...
Sarah Blake.
Lindsay: Me chamo
Lindsay.
Sarah: O que tá
acontecendo?
Lindsay: É uma
longa história. Você não vai entender por que, mas eu tenho que ver sua nuca.
Sarah vira a cabeça de lado e Lindsay
vê que não há nenhuma marca. Ela fica confusa. De repente, aparece um homem ao
seu lado, e Lindsay fica muito espantada.
Lindsay:
William?!
William: Não. Eu
não sou mais o William, seu namoradinho. (Seus olhos ficam pretos)
Lindsay: O que
você fez com ele, desgraçado!?
Demônio: Acho que
você tem que se preocupar com o que eu vou fazer com você, vadia.
As cordas que prendem Lindsay se soltam
e ela se levanta.
Lindsay: Quem é
você, afinal?
Demônio: Um servo
do meu senhor.
Lindsay: Aquela
múmia é o seu senhor?
O demônio segura o rosto de Harper e
beija seus lábios. Eles vão parar no Egito, em um enorme palácio. Há trono no
centro, e o faraó está sentado, com vários servos ao redor. Lindsay e William
estão invisíveis e inaudíveis às pessoas.
Lindsay: Você me
trouxe pro Egito antigo? Por que?
A porta do palácio se abre, e dois
guardas entram arrastando um prisioneiro.
Demônio (Aponta
pro prisioneiro): Aquele é Otto Misthen. Ele tinha o dom de curar as pessoas,
entre outras coisas.
O prisioneiro é levado ao faraó.
Demônio: Mas o
faraó e o resto da corte o acusaram de fazer bruxaria e o condenaram à forca.
Mas havia muitas pessoas que o seguiam, e exigiram que ele ao menos morresse
como um faraó. Então foi mumificado e sepultado em uma pirâmide. Depois,
fingiram que ele era um faraó, por que não queria admitir a honra que deram à
um simples camponês.
O demônio põe a mão no ombro de Lindsay
e eles voltam pro porão do museu.
Lindsay: Por que
me contou isso?
Demônio: Eu era
um dos seguidores dele. Depois de muito esforço eu consegui trazer ele de
volta. Mas ele quer mais, quer voltar a ser poderoso. Então a Carmem encontrou
umas pessoas pra ele matar.
Lindsay:
Inocentes!
Demônio: Eles
quem procuraram. Fizemos um favor e eles pagaram. Mas ele só vai conseguir ser
realmente poderoso, quando, na noite do aniversário de sua morte, a escolhida
derramar sangue inocente na tigela de prata, no círculo de fogo.
Lindsay: E quem é
a escolhida?
Demônio: Você.
Lindsay: Eu?
Não...
Demônio: Se não
fizer isso, o primeiro a morrer é seu amiguinho William aqui, depois o Dean, a
Harper e o Sam...
Lindsay: Se você
tocar neles...
Demônio: Cê vai
fazer o que? (Ri / Dá uma faca à ela) É melhor ir logo. Você só tem até
meia-noite.
Lindsay vai se aproximando de Sarah,
que não ouviu a conversa e não está entendendo o que está acontecendo.
Sarah: Lindsay, o
que vai fazer? Não, por favor!!
O demônio se vira pra pegar um fósforo
e Lindsay vê a marca em sua nuca também. Ele acende um círculo de palha que
está em volta de Lindsay e Sarah.
Do lado de
fora...
Depois de atravessarem o museu inteiro,
Sam, Dean e Harper descem um lance de escadas e dão num corredor apagado, bem
longo. Eles correm pelo corredor e chegam à uma porta de ferro no final.
Sam e Dean tentam quebrar a parede, Sam
com um martelo e Dean com uma chave inglesa. Harper está de costas pra eles, de
frente pro corredor escuro, aflita.
Harper: Sam!
Dean!
Eles se viram e veem Otto. Dean puxa o
maçarico detrás da cintura da calça de Harper, mas Otto os prende na parede, só
erguendo o braço.
Otto (à Dean): É
bom você rezar pra sua namorada andar logo com o ritual, ou você vai ser o
primeiro à ser queimado vivo.
Dean: Que ritual?
No porão...
Faltam trinta segundos pra meia-noite.
Demônio: Anda
logo, Lindsay. Eu não tô brincando!
Lindsay: Eu...
Não posso.
O relógio marca meia-noite. O demônio
ergue o braço e faz Lindsay ser arremessada contra a parede, e ela fica presa.
Demônio: Sua
vagabunda! Viu o que você fez?
O demônio pega a faca e a enfia no
próprio peito. Lindsay dá um berro.
Demônio: Eu disse
que o William ia ser o primeiro. Agora é a sua vez.
Na porta do
porão...
Otto começa a tremer e agonizar. Harper
aproveita a distração pra tentar pegar o maçarico.
O demônio vai fechando a mão devagar e
Lindsay começa a cuspir sangue.
Otto tenta ir na direção de Dean, mas
Harper pega o maçarico e aperta o gatilho em sua direção. Otto pega fogo e se
desintegra em cinzas.
No mesmo instante, o demônio sai do
corpo de William e ele e Lindsay caem desmaiados. Sarah desmaia por causa da
fumaça e o fogo se apaga.
A porta do porão se abre sozinha. Sam,
Dean e Harper entram no porão escuro. Eles descem mais um lance de escadas,
onde há tochas acesas nas paredes. Os três passam por um corredor e chegam no
lugar onde Lindsay e os outros estão. Eles correm até Lindsay, que está muito
fraca, mas acordada.
Harper: Linn!!
Ah, meu Deus... A gente tem que ir pro hospital!
Harper fica concentrada em Lindsay e
não vê os outros. Sam se abaixa perto de William e põe dois dedos em seu
pescoço.
Sam: Ele ainda tá
vivo...
Harper olha pra trás e percebe que o
homem desmaiado, perdendo muito sangue, é William.
Harper: Will!!
Harper corre até ele, chorando,
inconsolável e se ajoelha ao seu lado. Ela passa as mãos pelos cabelos e pelo
rosto dele.
Harper: Will...
Will... Acorda, fala comigo! Will, por favor, não morre! Acorda!!
Sam: Cê conhece
ele? Ele levou uma facada...
Harper: Will, não
posso perder você também, acorda!!
Sarah acorda e começa a tossir. Sam olha,
muito espantado em vê-la e, mesmo sem querer, passa um flashback em sua mente,
de tudo o que ouve entre eles. Ele vai até ela.
Sam: Sarah? (a
desamarra) O que você tá fazendo aqui? Cê tá bem?
Sarah (Se senta):
Tô bem... Ele precisa mais de ajuda que eu. (Aponta pro William).
Dean pega Lindsay, já desacordada, no
colo e a leva pro Impala, colocando-a deitada no banco de trás. Sam e Harper
levam William pro Mustang. Sarah entra no banco do passageiro e Sam, no do
motorista. Harper vai atrás, com a cabeça de William apoiada em seu colo, ainda
chorando muito e acariciando seu cabelo.
Harper (Quase
sussurrando, entre soluços): Will... Como você veio parar aqui? Por que
aconteceu isso com você? Resiste, por favor...
Sam olha pelo retrovisor, o rosto
desolado de Harper. Ele nunca a vira tão triste e desesperada. Quem seria
aquele tal de William, que, pela reação de Harper, era tão importante na vida
dela? "Não" Sam pensa, o
cara tá morrendo, não é hora pra ficar com ciúmes da Harper. E agora, Sarah
está ao seu lado. A garota pela qual ele se apaixonou em apenas alguns dias de
convivência, quando encontraram um quadro assassino. Mas não. Mesmo que queira,
ele não consegue mais ver Sarah daquele jeito, agora que só tem olhos pra
Harper.
Eles chegam ao hospital. Dean pega
Lindsay e a leva pra dentro. Dois enfermeiros saem e colocam William em uma
maca e o levam direto pro centro cirúrgico. Já são quase duas da manhã. Sam e
Sarah estão sentados na sala de espera e Dean anda de um lado pro outro. Harper
sai da sala pra onde levaram William.
Dean: Que que cê
disse pra eles?
Harper (Ainda com
os olhos vermelhos e encharcados): Que foi uma briga de rua e o cara fugiu...
Dean: Foi meio
verdade... Vem cá, quem é aquele cara? Pelo seu estado, cê deve conhecer ele há
bastante tempo...
Harper: Cê nem
imagina... Ele é meu amigo e da Linn. É de Wimbledon, fomos criados juntos
desde que nascemos, por isso ele mais que um irmão pra mim... Não sei o que ele
tava fazendo aqui...
Dean: Relaxa,
Harry... Ele vai ficar bem...
Harper (Continua
chorando): Tomara que sim...
Sam e Sarah conversam sentados.
Sam: Como você
veio parar aqui?
Sarah: Vim
substituir a garota que morreu.
Sam: A Jenny.
Sarah: É. Me
ligaram pedindo pra eu ir até o museu logo que eu cheguei na cidade. Depois, só
me lembro de ter acordado naquele lugar, amarrada numa maca. Quem são a Lindsay
e a outra garota que estão com vocês?
Sam: É uma longa
história. Elas são caçadoras também. Elas começaram a caçar com a gente e o
Dean começou a namorar com a Lindsay. E a Harper... A Harper é irmã dela.
Harper olha pra Sam e Sarah
conversando. De onde diabos eles se conheciam? Harper fica confusa com seus
sentimentos. Por que daquela pontada de ciúmes? Estaria ela se apaixonando mesmo por Sam, mesmo pensando, às vezes,
sem querer, no ex-namorado Nick? "Harry,
foco!!" Ela pensa. "Seu
irmão de coração quase morrendo na mesa de operação e você com ciúmes de uma
vadia sem-graça que nunca vai ser tão legal quanto você??!!" Ela acha
essa última frase uma idiotice completa, mas que se foda. Agora, sua maior
preocupação é o Will.
O médico aparece e Dean e Harper vão
até ele.
Dean (Aflito): E
aí, doutor? Como tá a Lindsay?
Médico: Está bem.
Não foi necessário nenhuma cirurgia. Ela vai ficar em observação por vinte e
quatro horas e já vai poder ir pra casa.
Harper (Com os
olhos marejados): E o William?
Médico: É... A
situação do namorado dela é mais grave.
Dean: Ei!! EU sou
o namorado dela!
Harper
(Impaciente): Não importa! O que vai acontecer com ele!?
Médico: A faca
perfurou o pulmão dele, fazendo com que ele perdesse muito sangue...
Harper volta a chorar nervosamente.
Médico: Ele vai
precisar de uma transfusão de sangue. Vamos testar o sangue dele e ver se temos
o mesmo tipo no banco de sangue... Mas pode não dar tempo...
Harper: Não
precisa!! Eu sei que tenho o sangue
compatível com o dele!
Médico: Tem
certeza?
Harper (Quase
histérica): Pelo amor de Deus, eu conheço ele desde que nasci, é claro que eu
tenho certeza!!
Médico: Só que
ele vai precisar de um pouco mais de meio litro de sangue! Tirar tudo isso de
você pode te fazer sentir tontura e provavelmente vai desmaiar!
Harper: Eu não me
importo! Dou todo o meu sangue pra
ele se precisar!
Dean: Harry, você
tá doida!? É claro que importa! Você não precisa fazer isso...
Harper: Claro que
preciso! Ele é praticamente meu irmão! Tô fazendo por ele o mesmo que faria por
você, Dean! (Seca os olhos).
Médico: É muito
corajosa, senhorita... Se tem mesmo certeza, venha até essa sala. (Abre uma
porta).
Harper (à Dean):
Se quiser vir comigo...
Harper, Dean e o médico entram na sala.
Sam olha com uma cara apreensiva.
Harper se senta em uma cadeira e Dean
fica em pé ao seu lado. O médico espeta a agulha no braço de Harper e um
aparelho começa a puxar seu sangue pra um saquinho plástico.
Quando o saquinho está quase cheio,
Harper já está com o rosto pálido e sente tontura. Ela deita a cabeça pra trás.
Dean põe a mão em seu ombro, meio assustado.
Dean: Harry? Tudo
bem?
Harper: T-Tá...
Tudo bem...
Médico: Pronto.
O médico tira a agulha do braço de
Harper e cola um esparadrapo. Harper se levanta, perde o equilíbrio e se apoia
no ombro de Dean. Ele a segura pela cintura.
Médico: É melhor
levá-la lá pra fora que está mais fresco.
Dean sai apoiando Harper. Sam se
levanta meio aflito e vai até eles.
Sam: Harry...
Harper: Tudo bem.
(Se solta de Dean) Eu tô legal...
Harper da dois passos pra trás e cai no
chão desmaiada.
Sam: Harry!! (Se
ajoelha ao seu lado).
Médico: Eu avisei
à ela... Melhor colocar ela deitada...
Sam pega Harper no colo, meio trêmulo
de tê-la ali tão frágil. O médico abre a porta da sala de onde acabaram de
sair.
Médico: Pode
colocar ela aqui.
Sam entra e põe Harper deitada na maca.
Ele passa a mão pelo braço dela.
Dean: Sam, deixa
que eu fico aqui com ela...
Sam: Tudo bem, eu
fico...
Dean: Sam, fica
lá com a Sarah...
Sam: Verdade, a
Sarah...
Sam olha mais uma vez pra Harper e sai
da sala. Dean se senta ao lado dela, na cadeira.
Depois de um tempo, Harper acorda.
Harper: Dean...
Dean: Oi,
Harry...
Harper: O que
aconteceu?
Dean: Você
desmaiou depois de doar sangue pro seu amigo.
Harper: Ah, é
verdade.
Dean: Cê tá bem?
Harper: Agora
sim...
O médico entra.
Médico: Está se
sentindo melhor, Harry?
Harper: Sim.
Agora eu tô bem. Podemos ver a Lindsay?
Médico: Podem.
Mas um de cada vez, e rapidinho, por que ela tem que descansar.
Harper: Eu vou
primeiro.
Harper entra no quarto e vê Lindsay
deitada na cama.
Harper: Oi, Linn!
Lindsay: Harry!
Harper se aproxima da cama.
Harper: Você me
deu um puta susto.
Lindsay:
Engraçado, quem sempre diz isso sou eu. (Ri, mas põe a mão no estômago)
Aaaaaii...
Harper: O médico
disse que é pra você não fazer esforço!
Lindsay: Quero
sair logo daqui! Odeio comida de hospital. (Pausa) E o Will?
Harper: Precisou
de transfusão de sangue e tiraram mais de meio litro de mim e eu desmaiei, mas
não foi nada. A parada com o Will é grave... (Abaixa a cabeça e umas lágrimas
caem).
Lindsay: Meu
Deus... Que coragem a sua.
Harper: Eu não
entendi! Que caralhos ele tava fazendo lá!?
Lindsay: Não
sei... Um discípulo do Otto Misthen o possuiu e antes de sair dele, enfiou uma
faca no próprio peito. Aliás, no William.
Harper: Mas por
que o demônio foi embora?
Lindsay: Como eu
disse, ele era seguidor do Otto, entregou sua alma pra ele. Eu vi que ele tinha
o símbolo na nuca.
Harper: Então ele
se prendeu à múmia e quando matamos ela, ele foi junto?
Lindsay: É. E
aquela garota, a Sarah?
Harper: Tá bem.
Parece que o Sam e o Dean já conheciam ela. Sabe que eu não fui com a cara
dela?
Lindsay (Ri): Ai,
Harry... Essa é a prova de que você é a fim do Sam.
Harper: Que?!
Lindsay: Quando o
Sam viu ela no museu, eu já percebi que já rolou alguma coisa entre eles antes.
E sei que você também já reparou...
Era verdade. Talvez fosse por isso
mesmo que Harper não gostou da Sarah logo de cara.
Harper: O que
aconteceu hoje afetou teu cérebro, né? Enfim! Que que ela tava fazendo lá?
Lindsay: O
demônio queria que eu matasse ela, mas depois eu te explico.
Harper: Tá bem.
Vou chamar o Dean. (Sai).
Dean (Entra):
Linn! (Vai até ela e a beija) Eu fiquei preocupado que...
Lindsay (Tampa a
boca de Dean): Agora eu tô bem, e logo vou poder voltar a fazer o que eu mais
gosto.
Dean (Malicioso):
A gente pode fazer isso agora mesmo...
Lindsay: Dean! Eu
tô falando de caçar! (Ri) De onde você conhece a Sarah?
Dean: Se é o que
você quer saber, eu nunca tive nada com ela! Na verdade, o Sam...
Lindsay: É, eu
sei. Percebi só pelo jeito que eles se olharam lá no museu. Posso pedir um
favor? Me mantém informada sobre o Will.
Dean
(Desconfiado): Qual é a sua com esse cara?!
Lindsay o encara.
Dean: Tá bem, me
desculpa.
Os dois se beijam e a enfermeira entra
no quarto.
Enfermeira
(Pigarreia): Sem esforços!
Lindsay (Ri):
Chama o Sam pra mim, amor.
Dean: Tá.
Dean dá mais um beijo em Lindsay e sai.
Sam entra.
Sam: Tudo bem,
Linn?
Lindsay: Bem
melhor. Pelo menos eu tô viva.
Depois de uma tempo de conversa...
Lindsay: Se
quiser, pega o meu carro pra levar a Sarah pra casa... (Ri maliciosamente).
Sam: O que foi
que o Dean te disse?
Lindsay: Nada.
Conheço você.
Sam: Tá, valeu.
Mas eu não tenho nada com ela, Linn!
Lindsay entende aquilo como um "Eu não quero nada com a Sarah! E pode
falar isso pra sua irmã, inclusive!!".
Enfermeira: Hora
do remédio.
Lindsay: Ninguém
merece!
Sam: Até mais,
Linn. (Sai)
Sam chega à sala de espera e vê Harper
discutindo com o médico.
Harper: Por
favor, doutor! Prometo ser rápida!
Médico: Desculpa,
Harry, mas ninguém pode entrar lá! Até por que, ele está desacordado.
Harper: Eu
imploro, doutor. Por favor, me deixa ver ele só alguns minutos! Quero ver pelo
menos que ele tá respirando!
Médico: Ah, tudo
bem! Pode ir lá.
Harper: Obrigada!
(Dá um sorriso).
Harper passa por um corredor com vários
quartos. Ela entra no último quarto, do lado esquerdo. As luzes estão fracas,
deixando o quarto meio escuro. E ali está ele, deitado na cama, sedado.
Harper (Volta a
chorar): Oi, Will...
Ela se senta na beira da cama e segura
a mão dele.
Harper: Fiquei
com medo de te perder... Não tem nada pior do que perder um irmão e você é mais
que isso pra mim... Precisava ter certeza de que você tá vivo, e respirando... Te
amo, maninho...
♫ "...If I could kidnap an angel
I'd clip off his wings
And bring them to you
That would fix everything
If I could kidnap an angel
He could teach us to fly
We'd live forever
Forever, we'd never die
If I could kidnap an angel
Now the parking attendant
Knows my first name
These long green hallways
All look the same
There's four elevators
One goes to that floor
I brace myself
When I get to the door
I close my eyes
And take a deep breath
Then sit down beside
Your hospital bed
If I could kidnap an angel
I'd clip off his wings
And bring them to you
That would fix everything
If I could kidnap an angel
He could teach us to fly
We'd live forever
Forever, we'd never die
If I could kidnap an angel..." ♫
Harper põe a
franja de William de lado e dá um beijo em sua testa. Ela sai do quarto, muito
sentida. Quando ela chega na sala de espera, Sam vai até ela.
Sam: Como ele tá,
Harry?
Harper não consegue responder e abraça
Sam, chorando. Ele a envolve do jeito mais acolhedor que consegue. Ele quer que
ela sinta que ele vai sempre estar ali com ela.
Sam: Fica calma,
Harry... Ele vai sair dessa...
Harper: Valeu,
Sam...
Os dois se separam e Harper se senta em
uma cadeira, apoiando os cotovelos nos joelhos e escondendo o rosto entra as
mãos.
Sam vai até Dean.
Sam: Fica com a
Harry... Vou levar a Sarah pra casa.
Dean: Beleza.
Sam para o carro em frente ao prédio
onde Sarah está morando e os dois descem do carro.
Sarah: Obrigada,
Sam...
Sam: O que cê vai
fazer agora, depois do que houve no museu?
Sarah: Não sei.
Pretendo continuar no museu. Acho que agora já tá seguro.
Sam: O que cê tem
feito todo esse tempo?
Sarah: Muita
coisa aconteceu. Meu pai morreu, depois eu fiquei noiva, mas acabou não dando certo...
Acho que eu sempre acabei pensando em você...
Sam fica sem-graça.
Sam: Sarah, eu...
Sarah: Tá tudo
bem, Sam. Eu percebi.
Sam: Tá falando
do que?
Sarah: Percebi
que você tá apaixonado pela Harper...
Sam faz menção de falar.
Sarah: E ela tem
muita sorte de um cara como você gostar dela. E se ela merece você, você devia
contar pra ela. Como você ficou preocupado quando ela desmaiou, o jeito que
você abraçou ela depois, não tem como não notar...
Sam: Acha mesmo
isso?
Sarah: Com
certeza... Pra mim você não precisa negar.
Sam: Pra falar a
verdade, é a segunda pessoa que me fala isso...
Sarah: E você
ainda não contou?! Sam, você merece ser feliz...
Sam: Quer saber?
Obrigado...
Sarah dá um sorriso, se aproxima e dá
um beijo no rosto de Sam.
Sarah: Não vou te
beijar como da última vez... Você sabe o que tem que fazer. Até mais, Sam. (Se
vira e entra no prédio).
Sam: Tchau,
Sarah.
Sam entra no carro pensativo. Dean já
lhe disse, Lindsay disse, Emily disse e agora Sarah. Ele sabe que ama mesmo
Harper, mas não sabe como dizer à ela. E aí?
FIM


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