Eles vão até a
casa do namorado da Jenny e batem à porta. Ninguém atende. Dean arromba a porta
e quando eles entram, o cara está morto, caído no chão. Há um copo perto de sua
mão.
Sam: Ele se
matou?
Dean abaixa e vê um líquido verde
espalhado perto do sofá.
Dean: Que que é
isso?
Sam: Líquido de
embalsamar.
Dean: Então
parece que alguém teve uma visita.
Sam se abaixa perto do corpo e vê o
mesmo símbolo na nuca dele. Os dois voltam pro hotel e chegam ao quarto quase
ao mesmo tempo que Harper e Lindsay.
Harper: E aí, o
namorado da Jenny?
Dean: Encontramos
o cara morto.
Lindsay: Morto,
sério?
Sam: E parece que
uma certa múmia passou por lá.
Harper: Então a
próxima deve ser a noiva do Ary.
Dean: Vou voltar
na casa dela. Aí ela vai me contar direitinho o que tá acontecendo.
Harper: Vou
contigo.
Dean abre a porta e os dois saem.
Lindsay
(Indignada): Por que a Charlotte faz isso!? EU sou a namorada do Dean!
Sam: Linn, eles
vão pra uma missão, não pra um motel.
Lindsay: Vai
ficar do lado dela só por que tá apaixonado!
Sam: Lindsay!!
Lindsay: Tá! E o
que a gente vai fazer agora?
Os dois se entreolham. Lindsay pega a
chave do carro e eles saem.
Dean e Harper chegam à casa de Carmem.
Dean bate na porta e ela abre.
Carmem
(Surpresa): Agente Olsen? Você aqui outra vez?
Dean (Sério): Oi,
Carmem. Essa é minha parceira, Remy Hadler. Temos que conversar com você.
Carmem: Tá bem.
Entrem.
Dean e Harper entram e Carmem fecha a
porta.
Dean: O que foi
que você fez com o Ary?
Carmem: Como
assim?
Dean: Sabemos que
você tem alguma coisa à ver com a morte dele.
Carmem: Eu? Mas
eu amava o Ary, por que eu faria algo contra ele?
Harper: Amava
tanto que foi capaz de fazer um feitiço pra prender ele à você?
Harper e Dean são jogados contra a
parede e caem no chão.
Carmem:
Exatamente. (Seus olhos ficam pretos).
Dean: Você é uma
demônia...
Carmem: Quem eu
sou não importa. O que importa é o que eu faço.
Harper: Tá
matando pessoas inocentes... (Irônica) Que surpresa... Mas por que?
Carmem: Elas que
procuram por isso. Eu apenas apareço e ofereço trazer a pessoa amada. A parte
que eu não conto, é que dura uma semana ou duas, e depois eles morrem.
Dean: Não. Você
os mata.
Carmem: Eu não
trabalho sozinha. Só faço as vítimas.
Harper: Trabalha
pra quem?
Carmem: Por que
eu te diria?
Sam e Lindsay entram. Lindsay pega uma
garrafa e joga água benta em Carmem. Sam desenha um pentagrama no chão e
Lindsay empurra Carmem pro centro. Harper e Dean se levantam.
Sam: Onde está a
múmia?
Carmem: Tá na minha
frente, me fazendo perguntas idiotas.
Dean: Ela tem
senso de humor...
Lindsay: Dean!!
(Joga mais água em Carmem) Onde tá a múmia?
Carmem: Por que
não pergunta pro imbecil do seu pai? Ah... É por que ele tá morto.
Lindsay
(Indignada): Olha como você fala do meu pai, cadela!
Lindsay vai na direção de Carmem, mas
Dean a segura, impedindo-a de passar do pentagrama. Sam começa a dizer um
exorcismo.
Harper: Sam,
para. (Sam para de falar) E aí, vai falar ou não?
Carmem: Se eu
disser ou não, vocês me mandam pro inferno do mesmo jeito, então vão em frente.
Harper: E se eu
prometer te soltar?
Lindsay: Que!?
Carmem: Como vou
saber que cê não tá blefando?
Harper: Não vai.
Vai ter que confiar em mim.
Carmem (Rindo):
Essa é ótima...
Harper: Beleza.
Vai em frente, Sam.
Sam termina de falar o exorcismo.
Carmem cai no chão e começa a cuspir sangue. Dean se ajoelha ao lado dela.
Dean: Calma,
Carmem, a gente vai te levar pro hospital...
Carmem (Com a voz
fraca): O museu... (tosse) Embaixo do museu...
Dean: Carmem? Carmem!
Carmem está morta. Sangrando muito no
estômago.
Harper: A maldita
da demônia esfaqueou ela.
Dean: Temos que
voltar no museu.
Lindsay: Então
vamos logo.
Dean: Melhor
irmos à noite. O Ary e a Jenny só foram mortos às onze.
Às quinze pras onze, eles já estão
dentro do museu.
Dean: A Carmem
disse que tem alguma coisa embaixo no museu. Vou até lá. Cê vem comigo, Harry?
Lindsay: Pode
deixar que EU vou com você.
Dean e Lindsay se afastam.
Harper: Ciumenta!
Sam ri. Na verdade, ele fica meio
frustrado em pensar que Harper possa sentir alguma coisa por Dean. Até por que
eles já transaram uma vez. Mas ele ri pra disfarçar.
Harper: Tá rindo
de que?
Sam: Parece que
você e a Lindsay tão "disputando" o Dean.
Harper: Cê pirou?
A Linn é minha irmã e o Dean é namorado dela!
Sam: É só isso
que te impede?
Harper: Como
assim? Cê tá perguntando se a Linn e o Dean não namorassem eu... (Dá risada)
Ai, Sam... Que mente fértil. O Dean é como um irmão pra mim, tá bem? Agora,
foco na missão.
Lindsay e Dean vão até a sessão onde
Jenny e Ary foram mortos.
Lindsay: Eles
estavam ali. (Aponta) Os dois, exatamente no mesmo lugar.
Dean: Nossa,
quanto sangue...
Lindsay: Você não
viu os corpos...
Dean: Linn, eu
sei que não é a hora certa, mas eu sei que você ficou com ciúmes da Harry. Mas
você sabe que ela como uma irmãzinha...
Lindsay: Eu já tô
cansada dessa história de "eu e a Harry somos como irmãos"! Você é
MEU namorado, mas passa mais tempo com ela do que comigo!
Dean: E você acha
que eu não tô cansado do seu ciúme bobo?
Lindsay: Ciúme
bobo? Você ia gostar se eu ficasse pra cima e pra baixo com o Sam?
Dean: Mas é o que
você faz.
Lindsay: Por que
eu não tenho escolha! Olha, eu adoro o Sam, mas as vezes eu sou obrigada a
ficar com ele, por que você não desgruda da Charlotte!
Dean: Você não
confia em mim?!
Lindsay: Confio!
Dean: Então você
podia ser mais compreensiva.
Lindsay: Tá bem.
Vou ser mais compreensiva. (Se vira e sai andando).
Dean: Onde cê
vai?
Lindsay: Vou
chamar a Harper. Acho que você prefere a companhia dela.
Dean puxa o braço de Lindsay e a segura
pela cintura.
Dean: Amor, é
claro que eu gosto da companhia da Harry. Mas é você que eu amo.
Os dois se beijam, mas são
interrompidos por um barulho.
Lindsay: O que
foi isso?
A múmia de Otto Misthen aparece. Ele ergue
o braço e Dean é arremessado, batendo na parede. Otto encosta no rosto de
Lindsay, e ela desmaia. Ele a arrasta escada à baixo, até uma sala pequena, sem
portas e janelas e vazia. Dean corre atrás deles. Otto atravessa uma parede e
Dean começa a bater nos tijolos, chamando por Lindsay.
Continua...
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